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  • cris mello

Calmaria



Minha condição e estilo de vida me permitiram experimentar a falta de rotina, até entrar em sincronicida de com meu Relógio Biológico. Zerei em atribuir conceitos pré-estabelecidos sobre horários, hábitos e a relação com as atividades que exerço.


Minha rotina passou a ser “não ter rotina “e, sim, adequá-la a cada situação. Aprendi isso com as muitas mudanças. Assim, organicamente, tudo foi entrando nos eixos. Inclusive as necessidades fisiológicas. Como o que tenho vontade e quando tenho fome, bebo quando sinto sede e permito ao meu organismo tomar as rédeas da jornada.


Tenho acordado com as galinhas. Estou nesse ciclo de me recolher cedo e acordar ao amanhecer. E tem amanhecido 5 e pouco da manhã. Meu sono é profundo, de quantidade e qualidade. Ronco! Acordo com meu próprio estrondo e, de uns tempos para cá, dei para bufar também. Cenas impagáveis! Mas como eu moro sozinha, não incomodo ninguém... só os hóspedes, e uns não voltam.


Hoje acordei às 5:36 (sim, eu olho no relógio do celular, o único da casa ligado permanentemente), com muita disposição para sair caminhando e aproveitar a Calmaria.


Estava me sentindo com a Alma recuperada e muita Energia. Porém, meu corpo só pega no tranco depois de dois cafés e um pouco de movimento. Após os dois cafés, fui caminhando até a Vila - 4,4 km da porta de casa até a Praça Central.



Uma calmaria de fazer gosto e todo sentido. A cidade dormia num dia quente, nublado e abafado. Durante o percurso vi uma padaria, uma loja e um restaurante novos.


Eu caminhava, observava, conjecturava “até quando a calmaria?”.


Senti no asfalto o despertar do dia.

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