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  • cris mello

O Tempo Passa... As Experiências Ficam!

Atualizado: 3 de nov. de 2021


Repost - LinkedIn - Published on 3 de março de 2021


Olha eu aqui, mais uma vez, para falar sobre diversidade etária.


Em função do avanço da Covid-19, passei um tempo afastada do LinkedIn e da busca pela sonhada colocação, para focar em alternativas que pudessem me auxiliar a superar o momento tão complicado pelo qual todos estávamos (e estamos) passando, desde o primeiro trimestre de 2020.


Como sou uma profissional generalista, de mais de uma carreira ao longo da vida, tinha algumas frentes para buscar uma colocação. Iniciei a pesquisa no apaixonante universo hoteleiro, área de minha formação acadêmica. Pesquisei e formatei uma planilha com a seleção dos hotéis de maior estrutura, nas cidades de meu maior interesse. Tenho disponibilidade e liberdade para mudar de cidade a qualquer momento e, também, o desejo de viver a experiência como colaboradora residente em hotelaria - autonomia proporcionada pelo meu momento de vida -, o que considero um privilégio não só pra mim, mas para o hipotético empregador hoteleiro. Foram 237 contatos diretos com as pessoas responsável pelo RH de cada um desses hotéis, com envio de currículo e realização de follow up quinzenal.


Apostei, também, nas empresas cujo discurso de valores apoia a diversidade.

Em uma única empresa me candidatei a mais de 40 vagas, cujas descrições técnicas e comportamentais dos cargos vinham de encontro com meu perfil. Responsabilidade, liderança, comunicação, redação, experiência e vivência em conceituação, paixão, espírito empreendedor, organização, senso de priorização, orientação para resultados, facilidade de liderança e de influência de grupos, facilidade para lidar com as incertezas, protagonismo, boa relação entre as diversas áreas, resiliência, curiosidade, agilidade, flexibilidade, são só algumas das inúmeras características requeridas. Passei por fases dos processos seletivos e gravações de entrevistas virtuais.


Penso que o mercado tem dois problemas a superar em se tratando de diversidade etária.


O primeiro deles são as falhas e incongruências dos processos de seleção virtual. Por que uma empresa que versa sobre diversidade inicia um processo seletivo perguntando a minha cor, a minha raça, a minha idade, o meu gênero? Qual o valor dessas informações diante de um profissional capacitado? Paradoxo!


O segundo problema é sobre os jovens recrutadores. Estão preparados para avaliar profissionais que conheceram fazeres que nem existem mais, mas que sabem muito bem o que é approach, networking, coworking, brainstorming, home office, storytelling, design thinking, call, feedback, skills, seja soft ou hard, ou budget para negociações B2B, B2C e B2B2C? Valores!


Dessa forma, fica muito difícil, quase impossível, chegar a falar com gente de verdade, com calma, com alguém que tenha curiosidade e interesse em conhecer os benefícios da maturidade, a disponibilidade e o potencial de um profissional experiente.


Percebo que quando se trata de diversidade e inclusão, as empresas continuam patinando no etarismo. Continuamos esquecidos! Logo nós, que temos tantas histórias para contar.

Desistir, jamais.

Saudações!


*Informação - Apenas 5 das 54 empresas pesquisadas no Brasil conseguiram a pontuação necessária para entrar no ranking das melhores para o trabalho de funcionários com mais de 50 anos: Bristol-Myers Squibb, Cisco, Sabin Medicina Diagnóstica, Takeda e Tokio Marine Seguradora. Duas delas têm sede no Japão, país com uma das populações mais idosas do mundo. O estudo foi feito pela consultoria americana Great Place to Work (GPTW), que avalia o desempenho do ambiente de trabalho nas companhias.

*Fonte - Economia & Negócios

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